09 junho 2015

                          A Importância da Família



A família é considerada uma instituição responsável por promover a educação dos filhos e influenciar o comportamento dos mesmos no meio social. O papel da família no desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância. 
É no seio familiar que são transmitidos os valores morais e sociais que servirão de base para o processo de socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações.
O ambiente familiar é um local onde deve existir harmonia, afetos, proteção e todo o tipo de apoio necessário na resolução de conflitos ou problemas de algum dos membros. 
As relações de confiança, segurança, conforto e bem-estar proporcionam a unidade familiar.
A Bíblia ensina que devemos "instruir a criança no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Provérbios 22:6
A palavra família aparece 90 vezes na Bíblia (68 no Antigo e 22 no Novo Testamento).
Logo depois de ter criado todas as coisas, a atenção de Deus foi voltada em criar o homem (Gn 1:26), e logo em seguida lhe deu uma mulher (Gn 2:18), com a qual, em pouco tempo, ele teve filhos (Gn 4:1,2), constituindo assim, a primeira família da face da terra.
Atualmente, segundo, o INE 2011 (Instituto Nacional de Estatística), Em Portugal a dimensão média das famílias reduziu-se significativamente em 50 anos.
O casal (com e sem filhos) continua a ser a forma predominante de organização da vida familiar. Nos últimos 50 anos assistiu-se ao aumento do peso relativo dos casais sem filhos, dos núcleos familiares monoparentais e das pessoas que vivem sós, assim como, à diminuição do peso das famílias complexas.
Pode-se destacar que a metade dos lares da sociedade contemporânea já não existe mais o modelo clássico de família, com pai, mãe e filhos do mesmo casamento.
De acordo com , Carmelita Graciana, uma jornalista cristã, em cerca de 47% dos domicílios, um dos pais está ausente. Não podemos ignorar aumento de tipo de família nos nossos dias: tais famílias encontram muito mais dificuldades do que os outros dois tipos para desenvolver seu papel social.

                     A Família Monoparental na Bíblia




É preciso compreender que as famílias monoparentais têm mais dificuldades que as demais para cumprir sua função. O que, por sua vez, está provocando uma série de problemas sociais. 
Desde há muito, a família Monoparental já está presente na Bíblia. E suas dificuldades e dilemas são conhecidos pela sociedade das épocas retratadas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamentos.

A viúva de Sarepta, narrada em I Reis 17.8-24, sobre quem Deus informara ao profeta Elias, providenciaria o seu sustento. Ocorre que esta viúva informou ter em casa apenas um punhado de farinha e um pouco de azeite e juntava um punhado de gravetos junto à porta da cidade para cozê-los. A pobre teve a situação ainda mais agravada pela morte de seu filho. 
Porém, por intermédio do profeta, Deus ressuscitou o menino e prometeu que a farinha de sua vasilha não acabaria e o azeite da sua botija não faltaria.

O filho da viúva de Naim, episódio narrado no evangelho de Lucas 7.11-17 A Bíblia relata que o Senhor moveu-se de íntima compaixão por esta mulher viúva que também acabara de perder o filho e i o funeral, arrancou-o da morte e o devolveu a ela.

Noemi e sua nora Rute também são um exemplo de uma família monoparental transitória da Bíblia. O registro desta história salienta alguns problemas inerentes à família não tradicional como, dificuldades com tomadas de decisão, com inserção social e com auto manutenção.

Jesus Cristo foi profundamente sensível à causa das minorias sociais. Eram muitos os segregados em sua época, dado que aquela sociedade era construída sob uma visão religiosa farisaica.
A Igreja Primitiva, por sua vez, constituiu diáconos para atender às principais necessidades das viúvas que, por força das circunstâncias, eram as principais responsáveis pelas famílias monoparentais daquele tempo.

A autora acima sugere que os atuais ministérios com famílias, a exemplo da igreja primitiva, precisam incluir em suas pautas também as famílias monoparentais da Igreja, onde estão muitas vezes, ignoradas, entregues à própria sorte, obrigadas a administrar sozinhas os seus problemas ou induzidas de modo velado a se dissolverem nos demais grupos. E, além disso, não pode passar por despercebido um fenómeno em que praticamente a metade da população atual está inserida, provocando mudanças profundas e irreversíveis também na vida eclesiástica nacional.
Um conjunto de fatores influi na situação destas famílias, e não apenas o fato de serem monoparentais.
Uma família sob a responsabilidade de um só pai supõe, por si só, uma dificuldade estrutural, que torna mais difícil superar os problemas da educação dos filhos, da economia familiar e da conciliação entre trabalho e a atenção ao lar.
Por isso é muito valioso o trabalho de prevenção no sentido de se reforçar com todos os instrumentos educativos, económicos e jurídicos, a família baseada no matrimónio.

A família é tão importante para Deus, e o segredo para se ter uma família saudável é, simplesmente, dar aos seus filhos uma boa educação espiritual (Pv 22:6)